E se a Ponte Estaiada
Fosse assim, tomada
Por mato e flor?
Pelos cabos amarelos,
Trepadeiras enredadas
Uma ponte do nada
Ao nada.
E se a avenida
Fosse talvez, invadida
Por capim e margarida?
O leito transbordado
Em rebeldia líquida
Pelo rio ávido
De vida
E se os edifícios
Fossem ocupados
Por folhas e galhos?
Metros quadrados
Em botânico sacrifício
Um templo ao tempo
Perdido.
E se nós,
O trânsito,
A bolsa, o dólar,
A metas, a moda,
O urgente, o inadiável,
Voltássemos ao simples
Pó, em paz?
uma interessantíssima análise
uma interessantíssima análise do cotiano...parabéns
Espero o II
Tô ansiosa pelo Apocalipse II. Adorei, Danita. Me transportou para O Menino do Dedo Verde, do Mauriece Druon. Grande beijo.
Queria
responder com estilo, mas não consegui.
Me apaixonei por esse, temática inclusive!