sumiê de fios, de folhas, sem tinta e sem pincel, onde o espaço faz papel de papel, o fio faz o efeito da escrita, os livros, fios em branco, são lidos pelo avesso, de lado, de vulto, de soslaio, os fios das folhas em ritmo, ora gráfico, ora elétrico, escrevem rimas ricas, linhas em todas as direções devolvem, resolvem nosso emaranhado enquanto flutua a dura madeira, nua carne, árvore madura suspensa, susto que pensa, pressente, arrepio de pêlos que nascem, atravessam, passam, morrem no pálido da pele onde ainda persiste um nada que se move na força dos fios e revela sua leveza e eleva o peso do espaço com todas as palavras não ditas
Sem Palavras
Enviado por Alice, seg, 29/06/2009
dentro
demorei pra ler este daqui. é daqueles com dia certo, hora marcada. ele se abriu pra mim, arrepio, veio direto no peito e ficou.
"Sem folêgo, todos os sabores
"Sem folêgo, todos os sabores incitam o mesmo desejo,querendo deitar-se em harmonia , o corpo em barro esculpido, açoitando pelo turbilhão das imagens recorrentes, se farta? talvez enfarta? -alguma coisa sempre exata lhe falta!"
movimento
Olá Alice,
Lindo o movimento das palavras.
Não é necessário ater-se ao significado ou sentido das palavras. Basta o movimento que elas produzem ao estar em contato com elas.
Desfrutei e gostei muito.
Grata,
Rita
Linhas e fios...
que me envolveram profundamente. Grande beijo, Alice.