Poetas falam com a Poeta através de Poesias ou Haikais

aviso aos navegantes

Enviado por Gigi, qui, 29/07/2010

lua cheia,

da praia se vê

o farol apagado

das coisas como elas são (I)

Enviado por nydia, qua, 28/07/2010

ávidas mãos

as da beleza

nem sempre puras

quando vazias

desesperam

 

 

luscofusco

Enviado por jorgesantos, ter, 27/07/2010

 

Me ofusco

em lusco-

fusco

 

 

.

Enviado por Mateus Trabelo, sex, 23/07/2010

 

c'a fé

chega visita

sala e cozinha

...

Enviado por helviocampos, ter, 20/07/2010

a sombra atua
nas peças de roupa
dos vesperais

http://alucinadoemmardepoemas.wordpress.com/

Fábula dos homens e suas palavras. Homem número 3

Enviado por danitacotrim, dom, 18/07/2010

Um homem, quando muito jovem, foi mordido por uma palavra.
O assalto veio de um poema infecciosamente belo, que o contaminou atingindo o coração, como um mal de Chagas. Incubado no princípio, assintomático em sua fase aguda, o caso foi se tornando crônico, progredindo silencioso por vinte anos. Paralelo aos super-heróis, esse tipo era também uma espécie de Hulk, homem-aranha ou vampiro (comenta-se que igualmente não suportava alho), pois sua força, por ironia, vinha de sua maldição.
Quando a febre se tornava insuportável, ele escrevia com raiva e espírito de vingança, deixando nas páginas torrentes vermelhas, pulsantes. Assim ele aliviava a exaltação, desenfreado sem pontos nem vírgulas naquela hemorragia de letras, perigosamente contagiante ao leitor. Passada a compulsão, novamente assumia feição humana, podendo pedir um pingado no boteco, sem que o cidadão ao lado lhe adivinhasse a condição de besta-fera.
Esse homem que tem a palavra em seu sangue, não tem escolha. É um escritor.

(para quem tiver curiosidade, a história dos Homens números 1 e 2 está no meu Blog: www.contoscondensadoseextratodepoesia.blogspot.com , aproveito para contar que estarei pela Flip nos dias 06/07 e 08).

 

 

 

Templo

Enviado por danitacotrim, dom, 18/07/2010

Nas manhãs você freqüenta o templo do meu corpo, como uma religião,

Delicadamente vem tomar com a língua a minha hóstia em rito dominical.

E assim declaramos e praticamos, na cama mesmo, a nossa comunhão.

para Posselt

Enviado por jorgesantos, sab, 17/07/2010

 

um quebra-

cabeça

na testa

dói

à beça

Conflitos de gerações

Enviado por thiagocervan, sex, 16/07/2010

calças coloridas
cabelos alisados
com franjas gigantes

em outros tempos
(não muito tempo atrás)
os jovens eram punks

 

http://cervan.blogspot.com/

florestrelas

Enviado por nydia, qua, 14/07/2010

florescem
árvores de lanternas
no meu jardim

http://nydiabonetti.blogspot.com/

http://nydiabonetti.wordpress.com/